
a casa de loucos sem precedentes
se instaurou no meio da vida
não se sabe quando chegou
nem ao menos quando ruirá
tudo o que se vê
é o vazio
instaurando regras
ditando leis
revelando o inefável
do não saber
o que fazer
tudo o que se sabe
é que nada se sabe
e assim vive a vida
em seu cortejo funebre
em suas ladainhas de cortes e cores
eu seus rosários de descontentamentos
com seus cantos lamentos de solidão e desconforto
o fim é incerto
o meio duvidoso
o início...
esse se perdeu no tempo
junto com a razão e o bom senso
e a loucura reinou
incólume
fez do castelo de cartas
sua pirâmide imaginária
hoje, cansada
não mais governa
abandonou o reino
nas mãos da monotonia
e essa leva a vida
rumo ao precipício
do tédio
Estêvão Cruz, 10/7/9






